GUEST POST: Subindo o Devil’s Peak da Cidade do Cabo

Devil’s Peak faz parte do “Grand Slam” das montanhas da região central da Cidade do Cabo, junto com Table Mountain, Lion’s Head e Signal Hill. Como nunca fiz essa trilha, convidei a Amanda Laryssa para falar sobre essa experiência aqui no blog.

O Devil’s Peak é o vizinho menos famoso da icônica Table Mountain

Por Amanda Laryssa (@amanda1laryssa)

Se você for em Cape Town por alguns dias, indico (sem dúvidas) que você dê preferência a Lion’s Head e a Table Mountain. Mas, caso você tenha sorte e pegue vários dias de sol ou fique por bastante tempo na cidade, vá a Devil’s Peak! A trilha tem suas particularidades e um percurso bem diferente das outras duas.

A Devil’s Peak não é nem a queridinha dos turistas e nem dos nativos. Essa foi a impressão que tive depois que percebi que muitas pessoas desconheciam o percurso para essa montanha (ou talvez eu apenas estivesse perguntando para as pessoas erradas). Mas a Devil’s Peak é curiosa desde a lenda que explica seu nome.

Origem do nome

Originalmente, a Devil’s Peak recebia o nome de Windberg, porém, a lenda conta que em meados dos anos 1700, um pirata holandês de nome Jan van Hunks subia a montanha para fumar seu cachimbo, pois sua mulher não gostava desse hábito. Um certo dia, Jan foi convidado a disputar com um jovem misterioso para saber quem fumava mais.

O jovem era o diabo e van Hunks ganhou a competição depois de fumar tanto e formar o que chamam de “toalhas de mesa” (a formação com nuvens que encobre a Table Mountain). Há algumas controvérsias acerca da origem do nome: ao que parece, a lenda só surgiu após a mudança, mas isso já é uma outra discussão.

Como chegar ao Devil’s Peak

Uber. Você pode pegar o ônibus, descer o mais perto possível e depois chamar o Uber, mas estávamos em grupo e dividir um Uber de 6 lugares saiu muito barato e mais prático.

Colocamos a opção “Devil’s Peak” no Uber e fomos parar no início da trilha (que recebe o mesmo nome). Ela fica a poucos quilômetros do início da trilha Platteklip Gorge que vai para a Table Mountain e também chega na Devil’s Peak de outra maneira.

Com quem ir

Ir com guia é sempre o preferencial, mas já tinha feito todas as outras sem guia e decidimos reprisar a dose nessa também. Éramos um grupo de 10 pessoas, então nos sentimos mais seguros para fazer isso.

Duração

Entre 1h30min e 2h. Durante o percurso, um grupo foi mais rápido e o outro foi parando. Cada um no seu tempo e sem pressa. Começamos a trilha perto das 15h e voltamos durante o pôr do sol, antes de escurecer. Se você acha que precisará de mais tempo, indico ir mais cedo. E não esqueça de levar água e alguma comida (frutas ou chocolate, algo leve).

(Clique nas imagens para ampliá-las)

Nível de dificuldade

Moderado. A trilha começa com um caminho em zig-zag e a maior parte é plana ou com uma escadaria de baixa altura. O caminho todo tem pouca escadaria, mas há algumas ladeiras (o que deixa a trilha cansativa em alguns trechos).

Particularmente, foi uma das trilhas mais bonitas que fiz. A vegetação é diferente das outras montanhas e de alguns pontos você olha um grande tapete de folhas amareladas, muito bonito. Depois do zig-zag, a trilha começa a ir predominantemente para a esquerda e se distancia da Table Moutain.

Durante a trilha, encontramos apenas três grupos escalando, o que comprova que ela não é uma das mais famosas, mas, sem dúvida, é uma das mais bonitas.

Há algumas bifurcações durante o percurso: a primeira é o encontro com a trilha Platteklip Gorge. Em todas, há placas indicando qual direção seguir.  São alguns picos antes do fim da montanha, você achará que chegou no topo uma ou duas vezes, até finalmente chegar. No topo, há uma placa e você precisará escalar algumas pedras grandes até chegar nela (nada impossível). De lá, você olha a Table Mountain e a Lions Head de outra maneira, além de ter várias visões diferentes da cidade. Durante a trilha, encontramos apenas três grupos escalando, o que comprova que ela não é uma das mais famosas, mas sem dúvida é uma das mais bonitas.

Quando enfim terminamos a volta, um grupo estava chegando e se preparando para assistir ao eclipse lunar do pico mais baixo. Subiram equipados com lanterna e roupas pesadas para o frio. Confesso que fiquei com vontade de acompanhá-los, mas essa experiência vai ficar para uma próxima.

Veja também:

Table Mountain: Visitando o lugar mais famoso de Cape Town

Lion’s Head, a trilha democrática de Cape Town

Signal Hill, a colina “esquecida” da Cidade do Cabo

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