O Guia da Garden Route: o que fazer e onde se hospedar

A Garden Route é a road trip mais comum entre quem faz turismo ou intercâmbio na África do Sul. Este post traz um resumão com as principais cidades e atrações do roteiro.

O roteiro da Garden Route inclui atrações como o bungee jump da Bloukrans Bridge e o Tsitsikamma National Park

Chamada de Rota Jardim em alguns guias, a Garden Route é um conjunto de cidades das províncias de Western Cape – onde fica a Cidade do Cabo – e Eastern Cape. Tecnicamente, ela vai de Mossel Bay a Storms River. Porém, é comum incluir nos planos lugares como Port Elizabeth, Jeffreys Bay e a região de Overberg, que ficam fora dessas “fronteiras”.

(Post atualizado em 11/7/2019)

É nesse roteiro que fica uma das atrações mais procuradas da África do Sul: o bungee jump da Bloukrans Bridge, a 550 km de Cape Town. Outros sucessos de público são as pontes suspensas do Tsitsikamma National Park e o Knysna Elephant Park.

Transporte na Garden Route

As formas mais comuns de se deslocar pela Garden Route: Baz Bus, ônibus, carro ou vans de agências.

Carro

A opção que funcionou melhor para mim foi alugar um carro. Assim, dá pra controlar melhor o tempo e fazer um roteiro com mais improvisos. Reunindo umas três pessoas para dividir gastos fica bem, bem leve. Sem falar que as estradas naquela parte do país são perfeitas e bem sinalizadas. A mão inglesa não me atrapalhou nem um pouco.

Se você fizer a trip dirigindo, sugiro adquirir o guia da Garden Route do blog Se Lança. Seu diferencial é ser escrito por quem já morou na África do Sul.

Baz Bus

É um serviço de hop-on hop-off que vai de Cape Town a Joanesburgo, passando por Durban. Seu ponto forte é a comodidade: ele busca os viajantes na porta de seus respectivos hostels.

Apesar do preço mais salgado, é bom para quem está fazendo a Garden Route sozinho. É possível conhecer muita gente nessas longas viagens. Você sempre arranja companhia para fazer as coisas.

Baz Bus - África do Sul

Ônibus

Vale a pena comparar com o preço dos trajetos do Baz Bus – não só na Garden Route. Em alguns casos, pode ser mais vantajoso pegar um ônibus de empresas com Greyhound e Intercape.

Como poucas cidades do trajeto possuem uma rodoviária, muitas paradas são feitas em postos de gasolina Shell ou Engen. Aí, é só combinar com seu hostel uma forma de sair dali. Alguns têm vans para buscar hóspedes. Geralmente, este shuttle é pago.

Agências

Agências como a Hotspots2c oferecem uns pacotes mais compactos de Garden Route. Duram, geralmente, uns quatro ou cinco dias e incluem as cidades e atividades mais conhecidas, como Oudtshoorn, Jeffreys Bay e o bungee jump.

Essa acaba sendo uma opção comum para estudantes que fazem intercâmbios de poucas semanas, pois cabem num final de semana. Só acho corrido demais.

Dicas gerais da Garden Route

– Na viagem de 2014, morri em muitos rand por conta da alimentação. Aproveite a passagem por cidades maiores ou as paradas da estrada para fazer compras básicas: pão de forma, biscoito, água e macarrão. A maior parte dos hostels não oferece café da manhã gratuito. Havia lugares em que eu precisava pagar por três refeições em um dia.

“O tempo na África do Sul nunca é suficiente”

– A frase é de Dave Swart, dono do Amakaya Backpackers de Plettenberg Bay. Nunca esqueci o que ele me falou em agosto de 2011. O país tem muitas atrações, e seria necessário voltar milhões vezes para conseguir conhecer tudo que há de extraordinário. Se o tempo for curto, priorize umas duas ou três atividades. Não faça as coisas com pressa. Nem passe a semana toda dirigindo.

– Durante a Indaba 2017, conversei com o Lyle Katzen, do Afrovibe Adventure Lodge, que respondeu algumas dúvidas que pintaram nos comentários do Facebook e do Instagram do Bastante Sotaque. Confira:

A seguir, veja um pouco dos lugares da Garden Route que visitei em 2011, 2014 e 2015.

Rota cênica

A estrada N2 tem mais de 2.000 km. Começa em Cape Town e vai até o leste do país. Trata-se da rota padrão para as cidades da Garden Route.

Na viagem de 2015, em meu caminho para a Cidade do Cabo, fiz um desvio pelo litoral. Peguei a estrada R44/Clarence Drive, que passa por Betty’s Bay, Kogel Bay e termina em Gordon’s Bay. O trajeto entre as pedras e o mar lembra muito a Chapman’s Peak Drive.

Para mais detalhes, veja o post que fiz sobre essa rota alternativa.

L’Agulhas/Struisbaai

Ainda não é bem Garden Route, mas foi a primeira parada daquela desastrosa viagem de 2011 com as alemãs que só falavam alemão.

L’Agulhas e Struisbaai são duas cidadezinhas minúsculas. Ficam próximas ao Cabo das Agulhas – ponto mais ao sul do continente africano e onde há um marco da divisão dos oceanos Índico e Atlântico.

Esses lugares se localizam a cerca de 220 km de Cape Town e a quase 100 km da saída da N2. É mais difícil encaixar essa região em roteiros de três ou quatro dias, por exemplo.

Veja também:

Post sobre o Cabo das Agulhas

O que fazer em L’Agulhas/Struisbaai

Conheci muito pouco do lugar na luz do dia. Chegamos numa quarta à noite, e vi o céu mais estrelado da minha vida. No dia seguinte, acordamos bem cedo para ver o sol nascer num morrinho perto do farol. Valeu a pena.

Depois, partimos para o marco da divisão dos oceanos Atlântico e Índico, e seguimos viagem.

Onde ficar em L’Agulhas/Struisbaai

O Cape Agulhas Backpackers foi o primeiro hostel que conheci na África do Sul e segue sendo um dos meus preferidos. Pelo menos em 2011 era limpo, bem cuidado e aconchegante.

Recentemente, descobri através da Marcela, do @tripsandroadtrips, as acomodações dentro do Agulhas National Park.

https://www.instagram.com/p/BTR1Gz5For0/?taken-by=tripsandroadtrips

Mossel Bay

Foi nessa cidade que passei a última noite antes de chegar Cape Town em 2015. Precisava de um lugar para descansar. Cogitei Swelledam, mas fiquei em Mossel Bay mesmo. Naquele sábado frio, chuvoso e com tudo fechado, não pareceu o lugar mais divertido do mundo.

O que fazer em Mossel Bay

Nem os outros dois hóspedes do albergue sabiam. Resolvi sair para uma caminhada nos arredores. Passei em frente ao Bartholomeu Dias Museum Complex e ao Santos Express, o famoso lodge que fica dentro de um trem desativado, junto à praia.

À noite, a única opção para jantar era o restaurante do outro lado da rua. Sorte que era o ótimo Café Gannet.

No dia seguinte, partimos cedo para Zorgfontein – a minha companhia de viagem faria a caminhada com leões – e, em seguida, para o safári da Botlierskop Game Reserve.

Não tive muita sorte no game drive. Apesar de avistar dois leões, algumas zebras, um grupo de rinocerontes e uma girafa, foram períodos muito longos circulando pela reserva e sem encontrar nenhum bicho.

Veja também:

Onde comer em Mossel Bay: Café Gannet

Onde ficar em Mossel Bay

A primeira opção das pessoas costuma ser o Santos Express, o “hotel/hostel do trem”. Ele ocupa vagões desativados e fica localizado em frente à praia. É ao lado do Bartholomeu Dias Museum Complex, atração mais famosa da cidade.

Contudo, fiquei hospedado no Mile Crunchers, que fica próximo à outra entrada do museu. Não é luxuoso, mas as instalações são bem limpas e o staff, bem atencioso.

Dica dos amigos do blog

A Isis Alencar ficou no Santos Express no inverno de 2015 e falou sobre sua experiência na cidade:
– O Santos Express conta com um barzinho/restaurante bem bacana. Havia uma promoção de cerveja: pegando o combo de 5 longnecks por 50 rand, ganhávamos mais uma. Ou seja, cerveja a 8,40 rand.
– O hostel é bem organizado, limpo e bonitinho.
– Acordamos, tomamos café por lá mesmo e saímos para o safári na Botlierskop Game Reserve que fica bem pertinho de lá (21km).
– Café da manhã: custou 35 rand. Torradas, frutas, iogurtes, cereais, chás etc. Bem completo.
– O pagamento pode ser tanto em dinheiro quanto no cartão, e eles também têm um caixa eletrônico (ATM) na recepção.

“De uma forma geral, gostei muito, principalmente do barzinho️. Apesar de a história do hostel ser um trem que pegou fogo (meio bizarro, eu sei), e eu ter ficado me cagando quando me vi sozinha, caminhando pro carro pensando nisso, foi tudo bem bacana e eu super recomendo!
P.S.: não perca o sunrise lá de maneira alguma, foi um dos mais lindos que já vi na vida!”

Swelledam

Localizada no pé de uma cadeia de montanhas, ainda é considerada parte da região de Overberg. Passei por lá nas duas primeiras viagens. Em 2011, paramos pra tomar café da manhã no Powell House Restaurant. Atendimento espetacular de um casal de velhinhos.

Já em 2014 a cidade foi a última parada do Baz Bus antes de chegar em Hermanus, meu destino naquele dia. Vi ruas calmas, bem arborizadas. Pelo que percebi, é um lugar para programa calmos e na natureza.

Oudtshoorn

A cidade de nome difícil fica longe da costa, na região do Klein Karoo, que tem ares de deserto. É a parada mais famosa da estrada Route 62, que, naquela região, dá a impressão de ligar o nada ao lugar nenhum. No trajeto, uma das poucas construções que você verá é o pub Ronnie’s Sex Shop. É pub mesmo, tá?

Oudtshoorn é a capital mundial do avestruz. Por isso, a dica de gastronomia é provar a carne da ave em restaurantes como o La Dolce Vita.

O que fazer em Oudtshoorn

É difícil escapar daquela pegada de “roteiro de excursão”. Visitei a Cango Ostrich Show Farm durante a Garden Route de 2011 e me decepcionei. É até interessante saber que dá pra fazer 32 omeletes com o ovo do avestruz e que as penas são aproveitadas no Carnaval do Rio. No entanto, fiquei arrependido depois de montar na pobre ave. Um exemplo de interação equivocada com animais.

Quem gosta de bichos talvez curta mais o Cango Wildlife Ranch, que tem cobras, filhotes de cheetah/guepardo e até… mergulho com crocodilos.

A única coisa que gostei em Oudtshoorn foi a visita às Cango Caves, atração turística mais antiga da África do Sul. Há o tour “light” e o mais difícil, meio claustrofóbico.

Onde ficar em Oudtshoorn

Passei a noite no agradável hostel Oasis Shanti, que tem o ítem mais importante para a região: bons chuveiros, ótimos para tirar a nhaca de avestruz.

Wilderness

Infelizmente, minhas passagens por Wilderness foram breves. Em 2014, eu vi o hostel Beach House de dentro do Baz Bus e fiquei curioso. Se tivesse tempo, toparia ficar um pouco por lá naquela viagem. No ano seguinte, passei pela cidade apenas para almoçar. Foi apenas uma parada no meio do trajeto entre Plettenberg Bay e Mossel Bay.

O que fazer em Wilderness

Parei no ótimo restaurante Pomodoro, dica da minha amiga Clara Ventura. Pedi uma pasta com molho Alfredo (bacon, cogumelos e um tipo de molho branco). Na sobremesa, cheesecake com sorvete.

Restaurante Pomodoro - Wilderness, África do Sul

Outra atividade famosa na cidade é a trilha que passa por uma linha férrea desativada. O caminho inclui a ponte sobre o rio Kaaimans e uma caverna habitada por um cara.

Onde ficar em Wilderness

Clara Ventura e sua avaliação sobre o Beach House no Trip Advisor:

“Pessoal bem hospitaleiro. O albergue é bem localizado e com uma vista maravilhosa pra praia, inclusive os quartos. Bastante atividades em redor. À noite, às vezes, rola churrasco local ou pizza, pago à parte, mas vale a pena.”

Dica dos amigos do blog

A Clara indica dois restaurantes:

POMODORO: “Comida bem gostosa, saborosa e com ótimos preços. Atendimento muito bom. E bem fácil de chegar.”

COCOMO: “Excelente ambiente, descontraído e bem jovial. Musica ao vivo bem gostosa. Bastante variedade de comida e tudo bem gostoso com um preço acessível.”

Knysna

Knysna (pronúncia: NÁISNA) e Plettenberg Bay são estratégicas na Garden Route. A primeira, por sinal, foi palco do barraco da seleção francesa na Copa de 2010 e é uma das cidades que indico para ser uma das bases da sua trip. Ela fica num ponto interessante, perto do Knysna Elephant Park e a 1 hora da ponte do bungee.

Veja também:

Post sobre o Knysna Elephant Park

Onde comer em Knysna: 34 South, a casa das ostras

O que fazer em Knysna

A principal atração é o Knysna Elephant Park, embora ele fique muito mais perto de Plettenberg. Já a cidade mesmo conta com as Knysna Heads, na saída para o mar aberto. Há um mirante numa área residencial, fácil de chegar de carro.

O Waterfront também pode ser uma boa para comer. Recomendo o 34 South. Foi onde comi ostra pela primeira vez na vida. Daqueles lugares em que você pode se encher de frutos do mar pagando relativamente pouco.

Onde ficar em Knysna

Em 2015, até cheguei a ver hospedagem em Knysna, que tem uma filial do Island Vibe. Entretanto, optei por ficar em Plettenberg Bay, assunto do próximo tópico.

Plettenberg Bay

Plett tem um jeito meio Búzios. É uma cidade de praia com boa estrutura. Tanto que conta com filiais dos mercados Spar e Checkers. Por isso, eu a escolhi como base dos meus dias naquela região em 2015. De lá, pude sair para a ponte do bungee, Storms River, Tsitsikamma National Park e Knysna.

Veja também:

Plettenberg Bay, a base ideal da Garden Route

O que fazer em Plettenberg Bay

Considerada um dos melhores lugares do mundo para salto de paraquedas, Plettenberg também tem uma famosa reserva, a Robberg Nature Reserve (saiba mais nesse post do @namoradospelomundo).

Acabei fazendo pouca coisa pela cidade, como curtir o pôr do sol no Whale Viewpoint (basta entrar na Church St. e seguir as placas). Apesar do nome, nada de baleias. Só avistei golfinhos. Muitos golfinhos mesmo. Lamentável.

No primeiro dia de Plett, almocei no Nepo’s e, sem poder escolher muito, jantei no suiço/italiano Miei Amici, que não existe mais. As ruas ficam bem vazias à noite e são mal iluminadas. Poucos lugares ficam abertos.

Na Garden Route de 2011, o almoço foi no moçambicano LM in Plett (cuidado com o molho peri peri!). Mais tarde, comprei a janta no Skaf Tin. Tentei voltar neste último em dezembro/2015, mas já era tarde: ele fechara às 20h.

Onde ficar em Plettenberg Bay

Repetindo 2011, escolhi o Amakaya para a minha passagem por lá em 2015. O lugar mudou um pouco, e agora há até um bar no andar superior.

O pessoal da recepção merece elogios: esqueci meu cartão de crédito durante o checkout e as moças me ligaram, mandaram e-mail e tudo. Só percebi quando estava no Knysna Elephant Park. Felizmente, o parque fica a uns dez minutos de Plett.

The Crags/Nature’s Valley

Com um perfil, digamos, mais natureza, The Crags fica perto da divisa das províncias de Western Cape e Eastern Cape. Junto com Storms River, é o lugar mais próximo da ponte do bungee jump. Ambos ficam a cerca de 20 km da Bloukrans Bridge.

O que fazer em The Crags

Outra marca do lugar é a chance de ter contato com felinos, elefantes e outros animais em santuários. Os principais são Jukani Wildlife Sanctuary, Birds of Eden, Monkeyland, Elephant Sanctuary e Tenikwa Wildlife Awareness and Rehabilitation Centre. A estrada tem placas com indicações para eles.

Dica dos amigos do blog

Durante a viagem que inspirou minha primeira volta à África do Sul, a Clara se hospedou no Wild Spirit, o principal hostel da área, e achou o lugar “diferente”.

“Foi uma experiência diferente, uma vibe bem leve. O local é bem agradável para quem está procurando paz. Não tem agito nem festas. É quase uma comunidade hippie onde tudo é ecologicamente correto.
Tem bastante comida vegetariana e orgânica. Lado ruim é que os banheiros não eram limpos. Mas foi uma experiência diferente e interessante. Mas vale a pena. O wi-fi não funcionava direito. Era bem isolado. Mas tinha cachoeira perto e trilhas interessantes.”

Hospedagem - The Crags - Wild Spirit - África do Sul
Foto: Isis Alencar

Storms River

Na minha jornada rumo a Cape Town em 2014, optei por parar em Storms River para pular no bungee. Uma das razões foi o ótimo suporte do Tube N Axe, respondendo bem e rápido às minhas dúvidas antes da viagem.

O que fazer em Storms River

Enquanto caminhava de volta para o hostel, após o almoço, me surpreendi com um grupo andando de Segway. Há tours pelo meio da floresta.

Fora daquele centrinho, ainda há atrações como o Tsitsikamma Zipline e o Tsitsikamma National Park, onde ficam as famosas pontes suspensas do rio Storms e há o passeio de caiaque & lilo.

Storms River é isso: pouco movimento na rua, lodges e programas de aventura. Ótimo para uma passagem bem rápida se você estiver sozinho na Garden Route, e interessante para casais passarem o fim de semana.

Já o Marylin’s acaba sendo a única opção para comer. É um restaurante retrô, que remete às lanchonetes americanas dos anos 50/60.

Onde ficar em Storms River

O Tube N Axe vai na contramão do ambiente roots de Crags. Camas confortáveis, banheiros limpos e transporte para as atrações de aventura, como o tubing e o bungee – o serviço é pago no check-out.

Veja também:

O bungee jump na Bloukrans Bridge

O que fazer em Storms River

Onde se hospedar em Storms River: Tube n Axe

Bungee jump (Bloukrans Bridge)

Atração mais conhecida da Garden Route, o bungee jump da Bloukrans Bridge é operado pela empresa Face Adrenalin. A ponte se localiza na divisa das províncias de Eastern Cape e Western Cape, a cerca de 30 km da cidade de Plettenberg Bay.

Vale ressaltar que o lugar fica beeeem longe de Cape Town. São cerca de 550 km até a Cidade do Cabo. Por isso, é melhor encaixar a atividade no roteiro de uma viagem pela Garden Route.

Veja também:

Post sobre o bungee jump na Bloukrans Bridge

Reservas

É possível pular sem fazer reservas, mas eles recomendam o agendamento. Entre em contato com a empresa por telefone (+27 (0) 42 281 1458 / +27 (0) 71 109 6872), e-mail (bloukrans@faceadrenalin.com / book@faceadrenalin.com) ou site.

Como chegar

De carro ou com algum shuttle oferecido por hostels da Garden Route. Uma novidade é o Bungy Bus, que descobri recentemente, e oferece um serviço que busca o cliente em Cape Town e o leva de volta no dia seguinte.

Preços

O bungee jump sai por 1.350 rand. Parece que há um desconto caso você realize o segundo salto. Consulte a empresa para mais detalhes sobre essa condição.

Acompanhantes precisam pagar 150 rand para ir à plataforma. Caso mude de ideia, pode pular e pagar na volta da ponte.

Hospedagem

Recomendo ficar em Storms River, The Crags, Plettenberg Bay, Knysna e, vá lá, Jeffreys Bay. Veja os detalhes sobre as acomodações no final deste post.

Jeffreys Bay

Todo mundo associa Jeffreys Bay ao surf, mas é possível passar dias agradáveis na cidade até sem entrar no mar.

O que fazer em Jeffreys Bay

Surf, sandboard, passeio de cavalo, visita a uma township, zipline na cachoeira. O “meu” hostel, Island Vibe, oferece todas essas atividades.

Fora dos tours e esportes de aventura, achei legal jogar futebol na viagem de 2014. Foi um animado 11 contra 11 logo depois do check-in, sob o sol do meio-dia.

Entre os restaurantes, indico o Catch of the Day. Já tentei ir no Kitchen Windows, que me recomendaram, mas estava lotado.

Onde ficar em Jeffreys Bay

Island Vibe. Geralmente, quem tem saudades de Jeffreys Bay se hospedou lá.

Dica dos amigos do blog

Jeffreys Bay me conquistou logo de cara. Tanto que voltei lá em 2015. Sou muito grato à Clara, que foi enfática ao me recomendar gastar (ou ganhar?) pelo menos três dias na cidade. Veja o que ela tem a dizer sobre o Island Vibe:

“Island Vibe é o melhor hostel do mundo. Um portão te separa de uma praia maravilhosa. A vibe de lá é excelente. Só gente bonita e aberta pra novas pessoas. Party todos os dias. Um clima realmente sensacional. Sem contar o por do sol que é maravilhoso.”

Veja também:

Jeffreys Bay: dicas de onde ficar e o que fazer

Port Elizabeth

Assim como Jeffreys Bay, não é bem Garden Route, mas costuma aparecer no roteiro dos brasileiros. A passagem relâmpago por lá em 2011 não contou. Ainda bem que dei uma nova chance a Port Elizabeth em 2014 e mudei minha opinião.

Para quem está de Baz Bus, PE é uma parada obrigatória. Você tem que passar a noite num hostel da cidade antes de a viagem continuar pela manhã. Em 2014, dormi lá e optei por ficar um dia inteiro, descansando da estrada, antes de seguir para Jeffreys Bay.

Outro ponto a favor de Port Elizabeth é ela ser uma das cidades sul-africanas que contam com o Uber.

Aeroporto de Port Elizabeth

Na viagem de 2015, voei de Joanesburgo para Port Elizabeth, onde retirei o carro que aluguei pela Avis/Budget. O local é pequeno, tem mais ou menos o tamanho do aeroporto de Navegantes-SC. Portanto, não é difícil achar a área das locadoras. De lá, parti direto para Jeffreys Bay.

O que fazer em Port Elizabeth

Até que fiz bastante coisa para um dia, e em uma cidade na qual achava que não havia nada para fazer.

SANCCOB, um centro de reabilitação de pinguins. Bom para matar algumas horas antes da abertura dos bares.
– Visitar o estádio Nelson Mandela Bay, palco da eliminação do Brasil na Copa de 2010.
Donkin Reserve. A praça abriga a maior bandeira do país, um farol e um tributo do ex-governador e fundador da cidade, Sir Rufane, a Elizabeth, sua falecida esposa.
Lá também fica a escultura “Fila de Votação”, que representa a democracia e retrata Nelson Mandela e o povo sul-africano.
Beershack – Bar em frente à praia, perto do McDonalds. Boa variedade de cervejas e ótima pizza.
King’s Beach – Onde finalmente mergulhei nas águas do Índico. Cuidado com as caravelas.
Boardwalk – O pós-praia foi num café do shopping Boardwalk, que tem até cassino.

Safári

A principal opção de safári nos arredores de Port Elizabeth é o Addo Elephant Park. Algumas agências fazem até um combinado incluindo esse parque e a reserva Schotia.

Para saber mais sobre o Addo, veja os posts de quem passou por lá, como o do Mochilão Trips e o do Mala de Viagem.

Onde ficar em Port Elizabeth

Fiquei hospedado no Lungile e, caso volte para Port Elizabeth, dificilmente me hospedaria em outro lugar.

O Lungile foi uma grata surpresa após tantos albergues “pé na areia” e party hostels. O mais confortável de toda a viagem de 2014. A Clarinha também aprovou:

“Albergue com ar de casa. O lugar é bem limpo e bem localizado. Na noite, sempre rola alguma coisa legal, churrasco local entre outros. Tem um ótimo custo beneficio. Super recomendo.”

Veja também:

Garden Route: o que fazer em Port Elizabeth

Serviço

Aluguel de carros

Para quem pensa em alugar um veículo na África do Sul, uma opção é aproveitar a parceria do Bastante Sotaque com a Rentcars. Para reservar, basta clicar aqui ou em um dos banners – este do post ou o da coluna ali da direita.

Sempre usei a carteira de habilitação brasileira por lá. Cheguei até a ser parado numa blitz na estrada, perto de Plettenberg Bay, e foi tudo bem.

Também conversei sobre o assunto com Diogo Caldeira, do Turismo Oficial da África do Sul. Confira no vídeo abaixo o que ele disse sobre a aceitação da nossa CNH na África do Sul:

Baz Bus

O serviço de hop-on hop-off vai de hostel em hostel, sendo a forma mais cômoda de viajar pelo país. É mais caro, porém, imbatível em comodidade. Ideal para mochilões. Veja mais detalhes no site oficial.

Ônibus

Entre as principais empresas que operam viagens nos chamados ônibus “coach” pela África do Sul estão: Greyhound, Intercape e Citiliner. As passagens podem ser compradas nas rodoviárias e em algumas redes de supermercados e hipermercados como a Checkers.

L’Agulhas/Struisbaai

Hospedagem

Cape Agulhas Backpackers – Quartos a partir de 160 rand/noite (preço em outubro/2017); endereço: 17 Duiker St, Struisbaai; site

Agulhas National Park – Confira os preços das acomodações; endereço: 214 Main Rd, Agulhas, Bredasdorp; site

Mossel Bay

Bartholomeu Dias Museum Complex

Ingressos comuns: 20 rand (adultos) e 5 rand (menores de 18 anos); ingressos com acesso à réplica do navio do Bartolomeu Dias: 40 rand (adultos) e 10 rand (menores de 18). *valores em outubro/2017; horário de funcionamento: 9h-16h45 (dias úteis); 9h-15h45 (fim de semana e feriado); fechado na Sexta-feira Santa e 25/12; endereço: 1 Market St, Mossel Bay / site

Botlierskop Game Reserve

Game drive de 3h para quem não é hóspede: 450 rand (adultos) e 225 rand (crianças); é preciso reservar pelo site; endereço: Gonnakraal Road, Little Brak River.

Onde comer: Café Gannet

Restaurante de comida variada; menu; endereço: Old Post Tree Square, 1 Market Street, Mossel Bay.

Hospedagem

Mile Crunchers – Quartos coletivos a partir de 140 rand/noite (preço em outubro/2017); endereço: 7 Church St, CBD, Mossel Bay / Página do Facebook

Santos Express – O famoso hostel/hotel do trem; quartos coletivos a partir de 150 rand/noite (preço em outubro/2017); endereço: Munro Rd, Santos Beach, Mossel Bay; site

Swelledam

Onde comer

Powell House Restaurant – Endereço: 113a Voortrek St, Swellendam / site

Oudtshoorn

Cango Caves

Endereço: Cango Valleie Road, Oudtshoorn; site

Hospedagem

Oasis Shanti – Quartos coletivos a partir de 160 rand/noite (preço em outubro/2017); endereço: 3 Kerk St, Oudtshoorn; site

Wilderness

Onde comer

Pomodoro – Restaurante italiano; endereço: 197 George Rd, Wilderness; site

Cocomo – Endereço: George Rd, Wilderness; site

Hospedagem

Beach House Backpackers Lodge – Quartos coletivos a partir de 170 rand/noite (preço em outubro/2017); endereço: Western Rd, Wilderness; site

Knysna

Knysna Elephant Park

Confira os preços das atividades; endereço: 41 Bowtie Dr, Plettenberg Bay; site

Onde comer

34 South – Restaurante especializado em peixes e frutos do mar. Famoso pelas ostras. Endereço: 21 Waterfront Dr (Knysna Waterfront); site

Plettenberg Bay

Onde comer

LM in Plett – Cozinha moçambicana; endereço: 6 Yellowood Centre, Main St, Plettenberg Bay; site

Hospedagem

Amakaya – Quartos coletivos a partir de 140 rand/noite (preço em outubro/2017); endereços: 15 Park Ln, Plettenberg Bay e 5 High Street, Plettenberg Bay; site

The Crags/Nature’s Valley

Hospedagem

Wild Spirit – Quartos coletivos a partir de 170 rand/noite; endereço: Nature’s Valley Road, The Crags/coordenadas: -33° 56′ 51.58″, +23° 31′ 14.35″; site

Storms River

Onde comer

Marilyn’s – Comida variada, de boa qualidade. Os pratos são simples, ao contrário das susa descrições no cardápio. Endereço: Darnell St (a rua principal).

Hospedagem

Tube n Axe – Quartos coletivos a partir de 190 rand/noite (outubro/2017); endereço: Cnr Darnell & Saffron Streets, Storms River; site

Jeffreys Bay

Onde comer

Catch of the Day – Peixes e frutos do mar; endereço: 26 Diaz Road.

Ocean Basket – Peixes, frutos do mar e comida japonesa; endereço: 33 Diaz Road (dentro do complexo Time Square).

Kitchen Windows – Menu variado; endereço: 80 Ferreira Street, Main Beach

Nina’s Real Food – Menu variado, com pegada mais saudável; endereço: Wavecrest Centre –126 Da Gama Road.

Compras

Billabong Factory Shop – Endereço: 2A Da Gama Road.

Quiksilver & Roxy Factory Shop – Endereço: 10 St. Croix Street.

Hospedagem

Island Vibe Backpackers – Quartos coletivos a partir de 170 rand (em outubro/2017); endereço: 10 Dageraad Street; site

Port Elizabeth

SANCCOB

Entrada: 30 rand (adultos)/20 rand (crianças); endereço: Cape Recife Nature Reserve, Marine Drive – Port Elizabeth / site

Nelson Mandela Bay Stadium

Tours guiados: Realizados às segundas, quartas e sextas, entre 11h e 15h. Reservas pelo telefone 041 408 8900; endereço: 70 Prince Alfred Rd, North End, Port Elizabeth / Site

Donkin Reserve/Monumento Voting Line

Endereço: Belmont Terrace – Donkin Street, Port Elizabeth

Shopping/hotel/cassino Boardwalk

O complexo pertence à rede Sun International e conta com cassino, lojas e várias opções para comer; endereço: Beach Rd, Summerstrand, Port Elizabeth / site

Hospedagem

Lungile Backpackers

Quartos privados a partir de 440 rand; cama em quarto coletivo a partir de 180 rand (preços em outubro/2017); endereço: 12 La Roche Drive. Humewood, Port Elizabeth / site

Transporte

Port Elizabeth é uma das cidades sul-africanas atendidas pelo Uber.

Táxi: Em 2014, chamei um táxi da Kingcab. Tel: 041 368 5559.


Planejando sua viagem

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Guia da África do Sul

As livrarias brasileiras não oferecem muitas opções de guias daquele país. Por isso, sugiro o Guia da África do Sul do blog Se Lança, que é uma das minhas referências de conteúdo em português sobre aquele destino.Dicas da África do Sul

Passagens aéreas

Você pode consultar os preços e comprar passagens para África do Sul ou qualquer lugar do Brasil e do mundo através do site Passagens Promo. Com isso, o Bastante Sotaque ganha uma comissão e você ajuda o blog a se manter.

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2 comentários

  1. Oi pessoal..
    Quem me indicou o blog foi o Adriano D’Arienzo.. e super amei hein?! Que blog massa!
    Estou indo para Cape Town em Setembro e terei livre 4 dias (quinta e domingo) para fazer a Garden Route.
    Quais cidades destas você indica? O que vale muito a pena fazer.
    Sei que o tempo é curto e terei que fazer uma parte dela.. quase um bate e volta será.
    Você consegue me ajudar?

    • Que legal, Morgana! O Adriano é craque, sabe tudo e mais um pouco de África do Sul, mas conte comigo no que puder ajudar! hahah
      Eu não sei o perfil da viagem que você pretende fazer, mas acho interessante fazer de Plettenberg sua base. Ali, você não fica tão longe de lugares como a ponte do bungee, os santuários de animais, Tsitsikamma National Park e Knysna (gosto da gastronomia de lá).
      Pra praticar esportes ou atividades como zipline e tubing, podem ser opções Knysna, Sedgefield e Storms River, além do kayak & lilo do parque de Tsitsikamma.
      Em termos de praia, tem o Nature’s Valley/The Crags (perto de Plettenberg), Wilderness, Sedgefield.

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