Safári perto de Durban: os game drives em Hluhluwe

O Hluhluwe iMfolozi Park, a 3h de Durban, foi o local escolhido para o safári da press trip de maio/2017. Nos game drives daqueles três dias e duas noites, vi muitos rinocerontes, girafas e o céu mais estrelado da vida.

Menos famoso que o Kruger, o Hluhluwe iMfolozi Park é um bom lugar para quem sonha com game drives cheios de rinocerontes

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Safári perto de Durban: Hluhluwe iMfolozi Park

Hospedagem no Rhino Ridge

Bush walk em Hluhluwe

Game drive 1: Savanna na savana

Embora já soubesse como a coisa funciona, consciente de que não encontraria um leão em cada árvore, havia um desejo por “ação”. Por isso, aquele começo do primeiro game drive, em marcha lenta, foi meio frustrante.

Nos primeiros minutos, Theo, nosso guia, parou algumas vezes para falar de… árvores. Primeiro, o pé de planta-balão. Depois, as marulas. Felizmente, ele ensinava coisas mais interessantes que as abordadas nas minhas aulas de biologia do Ensino Médio.

No caso das marulas, ele chamou a atenção para o fato de quase todas contarem com folhas e galhos apenas no alto. Segundo o ranger, era resultado da ação dos elefantes, que consomem as partes mais baixas da árvore porque elas os ajudam na digestão.

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No caminho para a colina onde veríamos o pôr-do-sol, não avistamos muitos animais. Só rinocerontes, impalas e búfalos. .

Lá no alto, nosso velho veículo 4×4 parou para o que chamam de sundowner: um fim de tarde no meio do parque, com direito a um lanche bem servido. Entre os snacks, tínhamos à nossa disposição batata chips e dried wors – uma espécie de linguiça ressecada e bem temperada. Já o “minibar” era de respeito: vinho, cerveja e muito mais. Peguei a cidra Savanna, pois fazer uma foto dela numa savana era necessário.

Com o grupo de estômago forrado, nosso apertado Toyota e os dos outros hóspedes do Rhino Ridge sacudiram em comboio pelas estradas de terra rumo ao lodge. Os rangers até iluminavam as áreas de vegetação com poderosos holofotes, mas não encontraram nada naquela noite.

O que parecia uma jornada entediante mudou quando Theo parou veículo em cima de uma ponte. Então, desligou o motor. E, nós, as câmeras. Na sequência, os sons da natureza foram crescendo. Ficaram tão altos quanto indecifráveis.

Confira 30 segundos de sons do safári em Hluhluwe

A escuridão só não era total porque, acima de mim, estava o céu mais estrelado que já vi. Gol da África do Sul aos 45 do segundo tempo.

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Game drive 2: O arrastão de girafas

Como optamos pelo bush walk na primeira manhã em Hluhluwe, a segunda etapa dos game drives ficou para a tarde. Sem dúvidas, o momento em que a relação expectativa vs. realidade foi posta à prova com mais intensidade.

Aquele foi o passeio no qual tirei menos fotos. Mas, que fotos! No começo, tivemos a sorte de encontrar um grande grupo de girafas. Eram seis ou sete, e não pareciam incomodadas com os intrusos humamos. Comeram suas folhas com calma e atravessaram a pista com um ar de “nem aí”. Seguiram se alimentando, mas, desta vez, posando para as câmeras.

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Daí em diante, foram cerca de 2h de tédio. Vale lembrar que aquela seção de Hluhluwe do parque conta com muitas árvores, o que dificulta a observação de animais. Antes de escurecer, vimos apenas alguns antílopes e aves.

Já à noite, nosso ranger repetiu a tática dos holofotes. E teve mais sorte. Encontramos alguns grupos de impalas e, finalmente, uma hiena. Foi a minha primeira. Não havia encontrado nem no Kruger.

Game drive 3: Abriram a Arca de Noé

O único dos game drives realizado pela manhã acabou sendo o mais produtivo. Parecia promissor já nos primeiros metros. Descendo a rampa da entrada do nosso lodge, avistamos um grupo de búfalos.

Mais adiante, zebras. Muitas zebras. As barulhentas galinhas de Guiné. O belo Cape glossy starling, com asas pretas e turquesas.

Com tantos bons sinais, deu pra criar uma expectativa maior conforme seguíamos para o lado de iMfolozi. Entretanto, mesmo sendo uma área mais aberta, nenhum felino deu as caras.

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Após cerca de 1h30 de asfalto e mato, entramos na reta final. Theo encontrou vários rinocerontes e girafas – incluindo uma que mamava na mãe. Figurinhas repetidas, eu sei. Mas, nesse álbum, elas são permitidas.

Já o grand finale dos game drives ficou por conta do elefante parado no meio da pista, a poucos metros do nosso lodge. Um encontro fantástico e arriscado. O certo seria dar meia volta e deixá-lo lá. Sua postura de intimidação, com as orelhas abertas, não era bom sinal.

Nosso guia, entretanto, começou a pisar no acelerador, fazendo barulho para que ele saísse do caminho. Ok, era a única rota para chegar no lodge. Mas, ao vê-lo fugir, com o rabo entre as pernas, deu um pouco de pena.

O blog viajou em maio/2017 a convite do Turismo Oficial da África do Sul e da South African Airways

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